"O problema é que o óbvio já não me conforma. Por mais que ponha sorrisos em minha face, coisas óbvias me dão alegrias temporárias. Me perdi em minha própria imensidão, me sinto fria em meio a meus pensamentos. Como explicar tudo isso? Me sinto diferente, não sei. Incompleta, eu diria - mas sem precisar de alguém, mais por precisar de algo. Incompreensível, não é? Acostumei-me com isso. Acabei por me acostumar com o viver sem precisar de alguém, sem pensar em alguém ao ler um poema de amor, sem ter alguém para dedicar textos e corações. Meus rabiscos agora são para a pessoa mais importante, a que mais deve-se essa vida, eu. Eu e ninguém mais, como deve de ser. Desenhar pequenos corações em folhas de um caderno ainda fazem sentido, mas não como antes: a ninguém mais pertence esse coração de carne, muito menos os corações de grafite." Complete-se